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A Máquina do Tempo

Sinopse: “No final do século XIX, H.G. Wells imaginou uma fabulosa máquina capaz de transportar seus viajantes pelo tempo, permitindo viajar tanto para o passado como para o futuro. A DarkSide® Books convida seus leitores a embarcar nessa jornada fantástica, que influenciou toda a ficção científica do século XX. Na Inglaterra vitoriana, um cientista desenvolve um aparato capaz de se deslocar no tempo. Assim, o “Viajante do tempo” avança a centenas de milhares de anos no futuro e passa a conviver com um grupo pacífico, remanescente dos humanos. Mas, apesar da vida paradisíaca, eles escondem um segredo terrível. A possibilidade da viagem no tempo sempre nos cativou, ganhou inúmeras representações na cultura pop, amplificou suas possibilidades em filmes, series, quadrinhos e animações durante várias gerações. Viagens no tempo são o ponto de partida de filmes como De Volta Para o Futuro, Donnie Darko e Primer, séries de tv como Jornada nas Estrelas, Doctor Who, 12 Macacos e Dark, histórias em quadrinhos como X-Men, Paper Girls e Castelo de Areia, romances como a trilogia Chronos e Uma Dobra no Tempo e animações como Rick and Morty, só para citar alguns exemplos. É graças à prodigiosa imaginação de Wells que hoje nos fascinamos com tais obras e foi com a sua A Máquina do Tempo que as viagens temporais dispararam em nossa cultura popular. A edição da DarkSide® Books viaja ao passado ao homenagear a capa da primeira edição do livro, publicado em 1895 na Inglaterra, e ao apresentar um rico panorama traçado pelo organizador desta obra, Enéias Tavares, em sua introdução. Desponta no presente, ao trazer as ilustrações inéditas de Pedro Franz para o livro e reverenciar o talento de quatro autores contemporâneos, convidados a ofertar em forma de conto sua versão de passeio pelos tempos. Assim, Aline Valek, Ana Rüsche, Braulio Tavares e Felipe Castilho levam o leitor para lugares (e épocas) nunca antes imaginados. O livro também toca o futuro, buscando motivar os próximos escritores que, talvez inspirados por A Máquina do Tempo: First Edition, vão criar caminhos, viagens e universos ficcionais. Desse modo, o texto de H.G. Wells mostra que, mais que atemporal, ele se integra a todos os tempos possíveis. A cuidadosa edição da DarkSide® Books foi pensada para celebrar a importância de H.G. Wells, dando acesso a seu texto e a desdobramentos das ideias que fervilham a partir de sua leitura. Acomodem-se nos assentos e apertem os cintos que a viagem vai começar!

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Partes Favoritas:

A temática “viagem no tempo” sempre me gerou muita curiosidade. Mas, ao perceber se tratar de um clássico, me chamou ainda mais atenção. É uma narrativa elaborada e bem diferente das atuais.

Comentários:

Um livro surpreendente que viajou pelo tempo, escrito 100 anos antes de eu nascer, com uma leitura fácil, dinâmica e conteúdo incrível. O enredo me pareceu extremamente convincente com argumentações prováveis. Contudo, também parece que o personagem sonhou toda a aventura. A narrativa é contada através dos olhos de um telespectador, escutando a história do viajante após a aventura; espécie de monólogo.

As percepções do protagonista, ao chegar no futuro, carregam várias reflexões, destacando a dificuldade de comunicação e de entendimento com seres totalmente diferentes da atualidade. Detalhes intrigantes sobre o dia a dia da nova população, alimentação e modo de viver como um todo. Segundo as conclusões do personagem, que viajou no tempo, há duas espécies derivadas dos humanos no futuro: Elóis e Morlocks.

Ainda, no fim do livro, há quatro contos com a temática “viagem no tempo”: Irmãs Aranhas (Aline Valek); H.G.W Agência de Viagens (Felipe Castilho); Mergulho no Azul Cintilante (Ana Rüsche); O Manuscrito Gaélico (Braulio Tavares). Alguns dos contos são de fácil entendimento e gostosos de ler, outros são mais profundos e é necessário ter atenção redobrada para entender o contexto! 

Há dois filmes inspirados na trama, também intitulados “A Máquina do Tempo”. O filme de 2002 envolve um romance com trajetória e mensagens diferentes do livro. O de 1960 eu não assisti, mas nas minhas pesquisas suas imagens me pareceram mais similares à história clássica. 

Mensagem:

A mensagem que ficou, para mim, foi justamente a conclusão que o próprio viajante chega no desfecho da história: estamos sempre buscando estabilidade, com o principal intuito de termos tudo resolvido. Mas, ao chegar nesse ponto, não será mais necessário fazer uso da capacidade intelectual, pois tudo estará confortável e não precisará ser ajustado; não precisaremos mais ser resilientes e melhorar.  

“Não há inteligência onde não há mudança ou necessidade de mudança.”

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