
Sinopse: “Clara sobreviveu ao submundo da Cidade do Eclipse contando com a sorte e uma boa dose de magia proibida. Mas, depois que um trabalho dá errado, ela é condenada à prisão por desenhar cartas de tarô – uma habilidade rara, reservada apenas aos membros da Academia Arcana. Quando tudo parece perdido, o príncipe Kaelis, o enigmático diretor da Academia, oferece uma saída à garota… por um preço. Kaelis acredita que ela seja a ferramenta perfeita para ajudá-lo a roubar uma carta de tarô do rei e usá-la para recriar a poderosa e mítica carta do Mundo. Para esconder sua verdadeira identidade e mantê-la por perto, Kaelis apresenta Clara como iniciada na Academia – e sua noiva. Lançada em um mundo de magia arcana e intrigas palacianas em que um passo em falso pode mandá-la de volta à prisão e até matá-la, Clara descobre que o príncipe que ela jurou odiar talvez não seja quem parece. Mas será que ela pode arriscar dar a ele poder sobre o mundo – e sobre seu coração? Ou tomará esse poder para si?”

Idade de leitura indicada: +18
Resenha:
Uma narrativa que mistura fantasia, ação, poderes e cartas de tarô. Apenas quem participa da Academia Arcana pode desenhar e usar cartas a seu favor. Aqui, não se trata apenas de prever o futuro, a magia das cartas pode ser usada em batalhas. As menores são acessíveis aos iniciantes, enquanto as maiores guardam segredos profundos e só podem ser usadas por pessoas específicas.
A história é rica em detalhes e em camadas, se inicia com Clara em uma prisão, uma jovem que aprendeu a se virar sozinha e que troca constantemente de sobrenome para esconder uma linhagem que nem ela mesma compreende totalmente. Ela foi presa por desenhar e usar cartas de forma ilegal. No entanto, consegue fugir e se infiltrar na Academia Arcana com a ajuda do diretor. Ao descobrir a verdadeira extensão de seus poderes, Clara acaba se aliando a ele com um objetivo em comum.
Além disso, Clara busca por sua irmã, que estudou na academia e agora está desaparecida. Ao longo dos capítulos, novos personagens surgem, mas confiar em alguém se torna um desafio constante. Cada um parece ter seus próprios interesses e segredos, muitas vezes limitados à proteção de suas famílias. Os alunos são divididos em casas, cada uma representando um naipe do baralho, com características próprias. Como a narrativa conta com muitas linhas soltas em alguns momentos, em minha opinião, pareceu ficar no limiar de se perder.
No final do livro há um glossário explicando as cartas. E deixa uma sensação de que o que foi apresentado é apenas a primeira camada de um mundo muito maior.
“No primeiro ano, vocês se libertarão do seu passado para merecer o conhecimento que temos a transmitir.”



