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O Ickabog

Sinopse: “Com a altura de dois cavalos, olhos que brilham como bolas de fogo, garras afiadas e compridas feito navalhas, o Ickabog está chegando. Um monstro mítico, um reino em perigo e uma aventura que irá testar a bravura de duas crianças. Descubra uma história brilhantemente original, divertida e irônica, sobre o poder da esperança e da amizade, de J.K. Rowling, autora de Harry Potter, uma das maiores contadoras de história de todos os tempos. O reino da Cornucópia já foi o mais feliz do mundo. Tinha muito ouro, um rei com os melhores bigodes que você poderia imaginar, e açougueiros, padeiros e queijeiros cujas comidas deliciosas faziam uma pessoa dançar de prazer. Tudo parecia perfeito, mas nos pântanos enevoados ao norte, segundo a lenda, vivia o monstruoso Ickabog. Qualquer pessoa sensata sabia que o Ickabog era apenas um mito para assustar as crianças e fazê-las se comportar. Mas quando esse mito ganha vida própria, lançando uma sombra sobre o reino, duas crianças – os melhores amigos Bert e Daisy – embarcam em uma grande aventura para desvendar a verdade, descobrir onde está o verdadeiro monstro e trazer a esperança e a felicidade de volta para Cornucópia. Em uma bela edição capa dura O Ickabog traz 34 ilustrações coloridas de crianças brasileiras de 7 a 12 anos de vários estados do Brasil, vencedoras do Concurso de Ilustração Ickabog.”

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Partes Favoritas:

Gostei da maneira como a narrativa se conduz, como uma fábula. Deixou a história, cheia de mensagens, mais leve.

“Arregace as mangas e comece outra coisa, é o que eu diria. Não tem sentido lamentar o que não pode ser consertado!”

Comentários:

Cornucópia é um país governado pelo rei Fred, considerado um local com pessoas alegres e espontâneas vivendo tranquilamente, principalmente em Profiterólia, onde o castelo se encontra. Até o rei ser visto como alguém egoísta por uma garotinha e, para mostrar a ela que está errada, Fred parte em uma missão para derrotar o Ickabog. Na jornada atrás do monstro, o rei e seus soldados se deparam com uma névoa arrepiante e alguém morre, todos culpam o Ickabog. Então, começa-se a história de que esse ser é real e assola as redondezas, podendo matar qualquer um. O Ickabog é conhecido por ser um monstro terrível, cada um o vê de uma maneira assustadoramente horripilante!

Uma fábula muito bem estruturada, com nuances políticas. É interessante ligar seus pontos com o que ocorre na vida real. No livro a estrutura de governo é bem pontuada, mostrando o quanto é possível desestruturar uma nação apenas tomando iniciativas egoístas, visando os próprios luxos. Em meio a uma colcha de retalhos, pequenas coisas geram grandes consequências. É possível perceber o quanto os pontos podem se conectar e muitos acreditarem que tudo é da maneira como está sendo ditado; me lembrou do conto “A Roupa Nova do Imperador”. Por vezes me pareceu uma leitura cansativa, situações vão longe demais onde poderiam ter sido encerradas antes.

Um enredo pautado por protagonistas teimosos e egocêntricos. Faz refletir sobre as crenças e culturas locais impostas pela sociedade. Pensei que seria uma narrativa mais voltada para o público infantil, principalmente devido as ilustrações de crianças brasileiras ao longo das páginas. Não que não seja um livro para criança, mas as mensagens presentes são tão intensas que uma criança talvez não perceba todas as características singulares. Porém, bato de frente nesse meu próprio argumento com o fato de o lado cultural me ditar tal pensamento, sendo que na realidade são as crianças as nossas esperanças de um futuro melhor.

Mensagem:

Bondade atrai bondade, assim como para a maldade é o mesmo; essa é uma das mensagens que para mim é a mais bonita. Mas, como o livro aborda uma questão mais política, também têm várias mensagens a respeito de como mentiras dentro de um governo são extremamente perigosas, com facilidade podem levar um país e toda uma sociedade a falência.

“Depois que você começa a mentir, é preciso continuar, como se fosse o capitão de um navio esburacado, sempre tapando vazamentos no casco para não afundar.”

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