Nós no Subjetivo

angie lester (55)Sinopse: “A vida pode ser comparada a uma batalha, principalmente quando se é jovem e carrega dentro de si imensidões já reveladas e a se descobrir, Ana é uma garota de 13 anos valente, com sangue quente, apreço pela arte e seus momentos de isolamento, Luiz e sua irmã Diana externamente não poderiam ser mais diferentes enquanto ela é fria, reservada e tímida, parece renegar o mundo se escondendo em si mesma e na escrita, sua forma de expressão, ele é carismático, sensível e assim como Ana sua arma e escudo se encontra na arte, seus preciosos desenhos. Em comum, além da amizade os três dividem o desejo e a necessidade de colaborar para um mundo melhor, seja através de ideias ou mesmo de ações, são adolescentes comuns, não são sobre humanos ou especiais, Ana é uma índigo e os gêmeos são cristais. É preciso que se questione, que se reconheça os erros, visualize possíveis soluções e o mais importante que se enxergue e valorize a preciosidade do humano em si, afinal como é possível que em pleno século XXI ainda se verifique realidades como desigualdade social, intolerância, preconceito e o desconhecimento ou desconsideração por temas que deveriam ser simplistas como o autoconhecimento, Quem nós somos? Por que estamos aqui? O que verdadeiramente nos cerca? O que justifica a atual constituição social? No campo do Sutil como se caracteriza Nós? Miramos no invisível, apanhamos e ofertamos a porcos e corcéis.”

– Passagens e trechos favoritos:

“(…), o problema é que se foca sempre nos erros e falhas dos outros enquanto se esquece de observar a essência dos pensamentos, aquela mesma essência ausente de vícios.”

– Comentário positivo ou negativo do livro em geral: Regado de devaneios filosóficos, em alguns momentos me perdi. Um livro para se pensar e analisar com cuidado. Devo alertar que o livro é extremamente literário, incluindo termos diferenciados e temas intensamente reflexivos com relação a humanidade. É uma dissertação com uma história acoplada a ela. Para ser lido com calma e extrema atenção.

No início o livro não me envolveu tanto, por me fazer pensar muito durante a leitura. Gosto de ler para me distrair, já penso muito durante a minha faculdade e meu trabalho. Até que consegui fazer uma analogia com o filme “As Aventuras de Pi”. No filme, Pi relata sua história em um barco, onde estão presentes alguns animais selvagens junto dele. Para disfarçar o peso da história, ao contá-la Pi colocou animais mas na verdade eram humanos.

No caso do livro em questão, a narrativa é voltada para duas crianças com cerca de 13 anos, Ana e Luiz. Debatem o livro todo, assuntos que nenhuma criança dessa idade falaria. O ponto é, eu mesma com 23 anos me perdi em muitos debates deles, com palavras difíceis e linhas de raciocínio que são custosos de compreender. Porém, percebi a autora colocando crianças ao invés de adultos para que o assunto e o próprio livro não pesassem tanto, fazendo uso da inocência de uma criança ao retratá-la como a que debate o assunto. Além de, trazer um dos assuntos principais do livro, o padrão imposto pela sociedade, temos um padrão de que crianças não devem pensar em certos assuntos por serem jovens e ainda não precisarem se preocupar tanto com isso.

Uma história que mostra como as pessoas pensam e agem de forma diferentes em ocasiões distintas. Um grupo de pessoas pode estar na mesma cena, mas a reação e como aquilo vai atingir a vida de cada um são bem diferentes, mostrando como somos responsáveis pelos nossos pensamentos em cada situação.

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– Qual a mensagem do livro: Algo que percebi no livro, na verdade já havia percebido há um tempo atrás, mas se fortaleceu na leitura. Aqueles que gostam de debater, sobre um determinado assunto, querem sempre ter razão perante o outro. Sendo extremamente egocêntricos e não se preocupando tanto com a opinião dos outros ou olhando para a vida que o outro leva que também tem opiniões e problemas pessoais.

Refleti sobre outro ponto também, eu vi a mente extremamente persistente no livro. É levado a risca o pensamento, a mente do ser humano e, se analisarmos só o que nossa mente pensa, viveremos julgando o outro e a nós próprios. Com isso, será impossível mudar os padrões que estão enclausurados na mente. Para mudar o padrão, que tanto se abordou na história, é necessário agir com o coração e com o amor, o sentir amor não tem como ser padronizado pela sociedade, ele só é. Não tem como fingir sentir para o padronizar, o amor padronizado seria o que a mente cria e ai voltamos ao começo do parágrafo.

– EXTRA – 

Entendendo o título do livro:

Subjetivo: É o oposto de objetivo, é algo mais abstrato, se refere a cada indivíduo, suas crenças próprias e comportamentos próprios. Pessoal, egocêntrico.

 

2 comentários sobre “Nós no Subjetivo

  1. Gabriel Cordeiro disse:

    Estou ansioso pelo livro por já deduzir antes mesmo de saber que nos faria refletir bastante. A capa está linda para abrilhantar a minha estante a autora é uma fofa! Quero muito essa obra, pois já quero mergulhar nesse mar intenso de pensamentos, debates e complexidade que a história parece retratar.

    Curtido por 1 pessoa

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