
Sinopse: “A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles. Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos — os bruxos da Luz —, e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal — os bruxos das Sombras. Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. E seu pai não é um bruxo qualquer, e sim o mais poderoso e cruel que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan. O garoto é visto como uma aberração tanto por seus pares quanto pelo Conselho dos Bruxos da Luz; uma ameaça que precisa ser domada ou exterminada. E as coisas só ficam mais complicadas conforme o tempo passa, já que, ao completarem dezessete anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia em que seu dom, o poder que carregarão por toda a vida, é finalmente revelado. Nesse momento se definirá se Nathan é um bruxo da Luz ou das Sombras, e dessa definição dependem suas chances de permanecer vivo. E o tempo dele está se esgotando. Em Half Bad, acompanhamos a jornada errante e frenética de Nathan para encontrar o pai, que ele jamais teve a oportunidade de conhecer, e, mais importante ainda, sobreviver. Mas como conseguir isso quando cada passo seu é vigiado e ninguém é confiável — nem mesmo sua família, nem mesmo a garota que você ama? Com uma narrativa direta e dinâmica, Sally Green constrói uma história arrebatadora sobre intolerância, racismo e os caminhos tortuosos que todos trilhamos rumo ao amadurecimento.”

Idade de leitura indicada: +16
Resenha:
Nathan é filho de uma bruxa da luz com um bruxo das sombras, em uma sociedade que não aceita muito bem mestiços nem relacionamentos entre bruxos de naturezas diferentes. Ainda mais por ele ser filho de um dos bruxos das sombras mais temidos de todos os tempos, procurado pelo Conselho Bruxo há anos, mas que ninguém consegue encontrar.
A história traz uma busca por aceitação. Em muitos momentos, senti pena do personagem, que passa por muita coisa sozinho. É nítido o quanto ele tem um coração bom e é tratado como alguém maligno apenas por carregar parte da magia das sombras e pelo legado de seu pai. Para sobreviver, o jovem aprende a esconder seus sentimentos e a desligar uma parte de si. Foi uma narrativa um pouco angustiante e, por vezes, pesada de ler, principalmente porque tive vontade de entrar no livro e pedir para os bruxos da luz pararem de ser tão cruéis com Nathan.
Fiquei impressionada com a força emocional de Nathan e com sua capacidade de continuar seguindo em frente. Algumas cenas são tensas e me fizeram questionar se os bruxos da luz de fato são bons nesse enredo. É uma fantasia que fala sobre preconceito, identidade, resiliência e a busca por pertencimento.
Obs.: Há uma adaptação do livro em formato de série na Netflix. No entanto, na minha opinião, a personalidade dos personagens foi bastante alterada, e isso fez com que eu não gostasse tanto da adaptação.

Sequência dos Livros:
1. Half Bad
2. Half Wild
3. Half Lost
Livro: Half Bad
Série: Half Bad (#1)
Autora: Sally Green
Gênero: Fantasia, fantasia sombria, young adult (YA)
Temas: bruxas, magia, preconceito, identidade, família, sobrevivência, autodescoberta, aventura, resiliência, pertencimento.
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