Eu Nunca Esqueci

angie lester (73)

Sinopse: “Liliane, quando criança, achava que ser bastarda era uma doença que herdou de seu pai. Não entendia por que era a única escrava mais clara entre todos os escravos que conhecia. Aos seis anos foi tirada dos braços de sua mãe e passou a compreender que ser bastarda não era hereditário, era uma doença social: era discriminada apenas pela cor de sua pele. A pequena Lili, assustada e frágil, em uma carroça em frente à casa-grande onde vai viver e servir conhece o menino Pedro, filho do senhorio e dono dos olhos mais verdes que já viu, que a consola e faz uma promessa: “vou ser seu amigo e cuidar de você sempre, ninguém vai te machucar e você nunca mais vai ficar sozinha”. Quando eles crescem e percebem que a amizade inocente que nutriram se tornou o amor de homem e mulher, começam a fazer planos de se casar e viver longe daquela sociedade racista. Mas quando a senzala ama, a casa-grande arranca seu coração. Outras pessoas entrarão em seus caminhos para impedir que fiquem juntos, manipulando e conspirando contra, assim, os dois terão suas rotas alteradas e seus sentimentos serão colocados à prova. Entre dor e desejo, ódio e paixão, suas vidas opostas terão sempre uma coisa em comum: eles nunca esqueceram.”

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Partes Favoritas:

Os trechos em que eu chorei – não vou contar para não dar spoiler -. Mas os trechos mais emocionantes foram os que eu mais gostei, a partir deles consegui entrar na história e me envolver com cada um dos personagens. Partes que por mais tristes que fossem, mostraram amadurecimento, como coisas ruins às vezes são necessárias para nos tornarmos quem somos hoje.

“Você decide quem perdoar porque perdoar, não é esquecer. Perdoar é lembrar-se do que lhe feriu, sem sofrer com as memórias. Perdoar é curar a alma do sofrimento! Por isso, perdoar é uma decisão, não um sentimento.”

Comentários: 

Lili e Pedro se conhecem desde crianças e aos poucos, ao amadurecerem, vão percebendo que o sentimento que um sente pelo outro é bem mais que amizade. Porém, eles não podem ficar juntos, já que ela é uma mestiça e bastarda. Um livro de época que remete à um ponto da história onde existiu escravidão, e quando a cor da pele era extremamente relevante para a sociedade. Mostra o lado de uma mestiça, filha de uma escrava com seu patrão, representando as dores dela e como foi pra ela crescer sendo filha de quem é.

Já aviso, é necessário preparar bem seu coração antes de começar a leitura, eu fiquei aos prantos durante vários trechos. Mesmo tratando sobre escravidão e abuso sexual, de forma leve, é uma história fácil de ler, mas que provoca sentimentos intensos no leitor, principalmente, se você, como eu, encarna na personagem principal e sente todas as dores dela. Aquele tipo de livro que você quer abraçar muito depois que chega ao fim.

A narrativa, que é feita em primeira pessoa por Lili, passa a ser feita em primeira pessoa por Pedro, exatamente nos nossos momentos de ódio, e conseguimos perceber que toda história tem mais de um lado. Infelizmente, o orgulho impede que vejamos e acreditemos no lado do outro.

Entrei na pele de Liliane, quem nunca foi humilhada por alguém que já gostou? Se você já foi, com certeza essa história irá tocar seu coração. Um amor real e acontecimentos reais. Recomendo fortemente a leitura com um lencinho ao lado.

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Mensagem: 

Mostra muito o poder do perdão. Perdoar o outro e a si próprio, para que vida continue se seguindo de forma leve. Porém, o perdão, pode demorar e é necessário ter paciência, tanto consigo mesmo quanto com o outro.

Acredito que junto com o perdão precise vir uma confiança. O perdão não precisa ser conquistado, mas sim a tal da confiança.

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– Agradecimento –

Gostaria de agradecer a autora, que disponibilizou seu livro para leitura. Eu quero que saiba o quanto seu livro mexeu comigo, e realmente tocou meu coração com sentimentos fortes. E me fez sentir o poder do perdão. Obrigada! ❤

2 comentários sobre “Eu Nunca Esqueci

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