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As Mil Noites

novo - cópiaSinopse: “Clássico da literatura universal, as histórias de As mil e uma noites estão no imaginário de todos — do Oriente ao Ocidente. É impossível que alguém nunca tenha ouvido falar sobre Ali Babá e seus quarenta ladrões, ou sobre Aladim e o gênio da lâmpada. Ou sobre Sherazade, a mulher sagaz e inteligente que se casou com um homem cruel, e, por mil e uma noites, driblou a morte narrando contos de amor e ódio, medo e paixão, capazes de dobrar até mesmo um rei. Em As mil noites, a história se repete, mas com algumas diferenças… Quando Lo-Melkhiin chega àquela aldeia — após ter matado trezentas noivas —, a garota sabe que o rei desejará desposar a menina mais bela: sua irmã. Desesperada para salvar a irmã da morte certa, ela faz de tudo para ser levada para o palácio em seu lugar. A corte de Lo-Melkhiin é um local perigoso e cheio de beleza: intricadas estátuas com olhos assombrados habitam os jardins e fios da mais fina seda são usados para tecer vestidos elegantes. Mas a morte está à espreita, e ela olha para tudo como se fosse a última vez. Porém, uma estranha magia parece fluir entre a garota e o rei, e noite após noite Lo-Melkhiin vai até seu quarto para ouvir suas histórias; e dia após dia, ela continua viva. Encontrando poder nas histórias que conta todas as noites, suas palavras parecem ganhar vida própria. Coisas pequenas, a princípio: um vestido de seu lar, uma visão de sua irmã. Logo, ela sonha com uma magia muito mais terrível, poderosa o suficiente para salvar um rei.”

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Partes Favoritas:

O lado místico abordado me surpreendeu muito. Eu não esperava que certa magia fosse fazer parte da leitura. Uma magia simples e sucinta, mas que, pra mim, deu mais graça a história tornando o desenvolvimento e o fechamento únicos.

Sem mencionar, a perspectiva de usar como base uma história tão conhecida como “As Mil e Uma Noites”. Dando um aspecto diferenciado à narrativa!

“A sabedoria é a moeda dos jovens. Eles a procuram, pensando que é algo que vão encontrar.”

Comentários:

Lo-Melkhiin não costumava ficar casado por muito tempo, já que a morte de suas esposas era algo recorrente, o que fazia com que seus casamentos durassem pouco. Como rei, ele precisava ter uma esposa para gerar herdeiros, o que o fez continuar se casando, até que a nossa personagem principal conseguisse se manter viva por mais tempo. E a causa de sua sobrevivência tivesse uma relação com uma corrente de luz sobrenatural que passava de um pro outro. Uma história simples, mas a fantasia que foi instaurada nela e a forma pomposa em que foi contada deram à esse livro um diferencial, que o fez ser uma boa leitura!

Os acontecimentos vão se desenrolando de forma gradativa, assim como o tempo no próprio cenário do deserto, sem pressa. Com certos toques dramáticos e poéticos durante a narrativa, em primeira pessoa, e uma estrutura textual com uso de palavras mais rebuscadas fazendo deste um livro bem distinto. Hábitos e costumes são bem ressaltados e detalhados, bem como termos diferenciados. Um livro que é composto por uma história forte, mas seus personagens não apresentam nomes. As palavras quase saem do livro de tão reais e de tão intensos são os sentimentos colocados pela narrativa.

“Um homem sábio, dizia-se, seguia as cabras. Um tolo era conduzido pelas ovelhas. Um mestre, porém, escolhia o próprio caminho, (…)”

Alguns momentos se fizeram meio que nas entrelinhas, mas de forma clara ao entendimento. Pela minha percepção, se fizeram assim para que o leitor pudesse continuar o raciocínio e ter sua própria conclusão diante do assunto discutido no enredo. Me lembrou um pouco do conto “O Barba Azul” devido ao histórico com as esposas. A personagem principal acabou por abrir mão de sua própria liberdade, para que outras moças não perdessem suas liberdades e consequências piores se dessem.

Dentre as possibilidades da época e local retratados as mulheres se apresentavam submissas ao marido, a fim de evitar más consequências para elas próprias e, se já tivessem filhos, aos seus filhos. Em seu desfecho, a história acabou evidenciando o desabrochar do poder interior. O despertar da mulher dentro da sociedade, onde ela também tem voz e se faz importante.

“Por mil noites, vivi um pesadelo em meio à escuridão, mas, ao chegar à milésima primeira, o pesadelo chegou ao fim.”

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Mensagem:

Acredito que cada pessoa que ler esta história enxergará uma mensagem única e levará algo diferente dela. Para mim, um ponto que foi ressaltado de maneira bem marcante, foi o fato de acreditar. Quando os outros acreditam que somos capazes ou quando nós mesmos acreditamos o céu se torna o limite.

Tudo tem um preço e uma consequência, os dois fatores dependem, unicamente, das decisões que tomamos no decorrer da vida.

“Ela o amava porque ele não queria mudá-la.”

E. K. Johnston / intrínseca / Literatura estrangeira, romance, fantasia

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Ordem / Sequência dos Livros:

1. As Mil Noites

2. Kingdom of Sleep (Sem tradução para o português – BR)

 

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