
Sinopse: “Após o final arrebatador de Powerless, Reckless é uma sequência poderosa e inebriante de romance e redenção entre duas pessoas destinadas a se odiarem, mas cujo maior pecado é se amarem. O reino de Ilya está em polvorosa. Depois dos resultados chocantes das Provas do Expurgo, das quais escapou viva por um milagre, Paedyn Gray, uma Comum, precisa lidar com as consequências de suas ações. O rei quer sua cabeça a todo custo ― se grudada no pescoço ou numa bandeja de prata, ela não vai permanecer em Ilya para descobrir. Mas, para isso, precisará correr na direção contrária à que seu coração deseja. Kai Azer, Executor do reino, jurou encontrar Paedyn e trazer justiça por seus atos contra a Coroa. Pelas areias do Deserto Escaldante e nas perigosas ruas da cidade de Dor, ele terá que ir atrás da única pessoa que preferia não ter que capturar. Em uma perseguição frenética, Kai e Paedyn precisarão encarar algo muito maior do que suas obrigações e sua luta pela sobrevivência: o que sentem um pelo outro. Mas, em uma cidade sem Notáveis, a hierarquia entre caça e caçador se altera, e a batalha entre dever e desejo pode ser fatal.”

Idade de leitura indicada: +14
Resenha:
Após os acontecimentos de “Powerless“, Paedyn precisa fugir: o Executor está em sua cola e não promete ser nada piedoso. A narrativa já começa nesse ponto de tensão, ao mesmo tempo em que relembra os eventos do volume anterior de forma suave, entrelaçando passado e presente sem pesar a leitura.
Além da fuga, Paedyn carrega uma motivação ainda mais forte: a vingança. Ela quer justiça por Adena, e esse desejo move muitas de suas escolhas. Os capítulos se alternam entre Paedyn, Kitt e Kai, em uma verdadeira corrida pelo mapa. Apesar de toda a ação — com sangue, aventura e um romance começando a florescer — a história passa boa parte do tempo girando em torno da fuga. Isso acaba dando a sensação de que a trama não evolui tanto quanto poderia, em minha opinião.
Enquanto, as revelações no desfecho mudam completamente a perspectiva sobre os personagens e sobre a própria história. Fiquei tão chocada quanto eles, e é impossível não repensar tudo o que foi apresentado até ali. Mais uma vez, Paedyn se mostra uma protagonista forte, que luta mesmo quando tudo parece perdido e sem saída.
A leitura me pareceu como um intervalo entre a introdução apresentada em “Powerless“, e tudo o que realmente promete ser revelado no próximo livro. Ainda assim, por estarem sempre no limite — física e emocionalmente — os personagens acabam demonstrando seus sentimentos de forma mais profunda, especialmente por estarem exaustos de lutar contra o inevitável. Penso que é um livro que explora a complexidade dos personagens, mostrando o quanto eles parecem reais.
“Eu sobrevivi a coisas demais para ser derrotada pelo deserto.”



