
Sinopse: “Holland St. James descobre um curso enigmático em uma velha sala de cinema: “Folclore 517: Mitos Locais e Lendas Urbanas”. Enquanto a maioria dos alunos considera as histórias da professora pura fantasia, Holland sabe que a magia é real. Determinada, ela rastreia o lendário Homem das Horas, capaz de prever o momento da morte, e recebe uma profecia aterradora: morrerá à meia-noite seguinte, a menos que encontre o mítico Coração Alquímico. Com o tempo se esvaindo, Holland mergulha nos segredos de uma Los Angeles cheia de mistérios, acompanhada por um estranho misterioso que afirma ter sido enviado por sua irmã para protegê-la. Mas, à medida que seguem pistas e resolvem enigmas relacionados ao Coração Alquímico, Holland percebe que está cercada de mentiras, e que talvez nem mesmo o tal objeto seja capaz de salvá-la.”

Idade de leitura indicada: +14
Resenha:
Entre capítulos ambientados no presente e as enigmáticas aulas de “Folclore 517”, somos apresentados a lendas e mitos da região: um banco misterioso que guarda todo tipo de relíquia mágica e só atende pessoas específicas com hora marcada; um hotel que só surge na estrada para quem possui a chave certa; e o inquietante Homem do Relógio, capaz de revelar o dia e a hora da morte de cada pessoa — e se existe alguma forma de evitá-la.
Intrigada pelo caráter secreto das aulas, Holland e seus amigos passam a se perguntar se existe algum fundo de verdade por trás daquelas lendas. Quando a jovem finalmente encontra o Homem do Relógio é como se uma verdadeira caixa de Pandora fosse aberta: as lendas parecem ganhar vida, e segredos começam a se revelar diante dela.
Em meio a mistérios e figuras enigmáticas que afirmam ter sido enviadas para protegê-la, Holland se vê cercada por pessoas cujas intenções são tudo, menos claras. Nos livros da autora, já é comum o leitor desconfiar de personagens, mas aqui isso atinge um nível ainda mais intenso: nem a própria protagonista pode confiar totalmente em suas memórias. Essa atmosfera gera uma angústia quase palpável, fazendo com que o leitor torça para que Holland confie na pessoa certa. Ainda, o cinema aparece representado em diversos momentos da narrativa, quase como um elemento simbólico recorrente.
A leitura se torna viciante, impulsionada pelo desejo de desvendar quem é quem e descobrir se a protagonista conseguirá alcançar o que procura em uma caça ao tesouro. No entanto, senti falta de uma postura mais questionadora por parte da protagonista. Em alguns momentos, é compreensível que ela não tenha tempo para refletir, mas em outros ela simplesmente aceita as situações sem fazer perguntas importantes.
“Uma coisa pode ser coincidência. Mas, quando a gente tem múltiplas coisas que se encaixam, é uma história.”



