
Sinopse: “Ao acordar em um lugar escuro, frio e desolado rodeada por outros corpos e sem ideia de como foi parar ali, Celina logo se dá conta de que algo terrível aconteceu. As cicatrizes cobrindo metade do seu corpo e as memórias vagas de um incêndio são as únicas pistas de que não está mais no mundo dos vivos. Suas suspeitas são confirmadas quando um homem imponente, de olhos negros e sorriso debochado, aparece e comunica a todos que, longe de terem garantido um lugar no Paraíso, eles estão no Abismo, e o único jeito de sair dali é vencendo três desafios. Afinal, a Morte adora jogos. No Abismo, entretanto, os medos assumem contornos ainda mais assustadores. Amigos e inimigos se confundem. Criaturas perversas espreitam da escuridão. E, em meio a tudo isso, reina a figura mais cruel e intrigante de todas — a própria Morte. Às vezes brutal, às vezes gentil, tão temível quanto atraente, Odilon é uma ameaça e um mistério… com o qual Celina se vê cada vez mais envolvida. E se a única maneira de escapar do Abismo for mergulhar na escuridão?”

Idade de leitura indicada: +15
Resenha:
Nessa narrativa em primeira pessoa, Celina se vê frente a frente com a Morte e recebe a chance de alcançar o Paraíso. Mas, para isso, precisa enfrentar três provações em um ambiente hostil junto de outros competidores. Como uma jovem pintora, ela se incomoda com o local, principalmente por seu odor e pela ausência de cores. Ainda assim, não desiste de tentar entender o que a levou até ali, já que não se lembra de como morreu.
Rápida e envolvente, a leitura gera curiosidade constante em descobrir o que acontecerá com Celina nesse Abismo misterioso. Ao longo das páginas, a protagonista faz amizade com Kaira, com quem compartilha confidências. Juntas, enfrentam um jogo que exige tanto resistência física quanto psicológica, que só a própria Morte é capaz de gostar. Para sua surpresa, Celina acaba se aproximando mais do que gostaria daquele que governa o Abismo, uma figura que chega a nos convencer de não ser tão cruel assim. Essa relação, aos poucos, parece colocá-la em vantagem diante dos demais participantes.
O livro traz algumas reflexões sobre o medo, a coragem de seguir a própria vontade, a perda de pessoas queridas e a batalha interna da aceitação. Celina carrega queimaduras pelo corpo e, ao longo da história, passa a compreender que elas não são motivo de vergonha, mas parte de quem ela é. No entanto, senti falta de mais detalhes sobre o funcionamento desse mundo: suas regras, estruturas e os “porquês” que o sustentam. Em seu desfecho, a aventura conduz a um final surpreendente, daqueles que deixam o leitor desejando uma continuação!
“(…), mas a batalha contra o medo nunca terminava, pois ele sempre voltaria.”



